O caminho do Romantismo na Europa
- O Romantismo reflete sobretudo a sensibilidade burguesa, inspirada pelos ideais libertários da Revolução Francesa (1789). A literatura romântica – ao valorizar a emoção, a criatividade e o desrespeito aos padrões de composição literária até então vigentes – funciona como uma reação aos valores clássicos.
- Há três pilares que sustentam o Romantismo: nacionalismo, individualismo e liberdade. De maneira explícita ou não, os artistas do período celebram esses ideais.
- O Romantismo inicia-se na Alemanha, com a obra de Goethe, chega à Inglaterra, com Byron, e daí à França, com Alexandre Dumas e Victor Hugo. É da França que o Romantismo se espalha pelo resto do mundo.
- O Romantismo em Portugal nasce em meio a uma grande efervescência política, envolvendo partidários do Liberalismo burguês e do Absolutismo aristocrático. O primeiro autor de destaque do Romantismo português é Almeida Garrett. A consolidação do Romantismo português veio com Alexandre Herculano e a Revista Panorama (1837). Mas o nome mais conhecido do período em Portugal é Camilo Castelo Branco, célebre autor de novelas passionais, entre as quais merece atenção especial Amor de perdição, publicada em 1862.
- O Romantismo é a primeira escola literária brasileira que surgiu após a Independência. Por isso, o nacionalismo, quase que naturalmente, tornou-se uma de suas principais características.
- O movimento romântico inicia-se em 1836, com a publicação de Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de Magalhães, na revista Niterói.
- A poesia romântica brasileira costuma ser dividida em três fases, que constituem as três gerações românticas: a primeira é a indianista; a segunda, byroniana; a terceira, condoreira.
- A geração indianista, de cunho altamente nacionalista, caracterizou-se pela idealização do índio e pela valorização da natureza, tendo seu ponto mais alto na obra do maranhense Gonçalves Dias, autor dos Os Timbiras (1857).
- A geração byroniana, também conhecida como ultrarromântica, foi marcada pelos exageros individualistas, misturando tédio e referências à morte. O grande nome desta geração é o paulistano Álvares de Azevedo, autor de Lira dos vinte anos (1853).
- A geração condoreira, ápice dos ímpetos libertários do Romantismo, deu grande espaço à poesia social, muitas vezes inspirada no anseio pela República e pela Abolição. O maior poeta condoreiro no Brasil foi o baiano Castro Alves, autor de Espumas flutuantes (1870).
- A prosa romântica brasileira marca o surgimento do romance na literatura brasileira.
- A maioria absoluta dos romances da época foi publicada de maneira fragmentada, em jornais da época, sob a forma de folhetins, o que dava características muito peculiares aos textos, como o fato de o narrador explicar a todo momento os desdobramentos da narrativa, ou de cada capítulo termina com um pequeno conflito não resolvido.
- Os nomes mais importantes da prosa romântica brasileira são José de Alencar, autor de inúmeros romances (urbanos, indianistas, regionais e históricos), dentre os quais se destacam O Guarani, Diva, Lucíola, As minas de prata, Senhora, Iracema, Til e Ubirajara; e Manuel Antônio de Almeida, que escreveu o romance romântico excêntrico Memórias de um sargento de milícias.
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